segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O Fantasma da Casa - "Ascensão" de Uma Diva

domingo, 20 de dezembro de 2009

Propaganda do Ursinho Maravilhoso


Compre já o seu Ursinho Maravilhoso!!!

Parente dos ursinhos carinhosos depois que eles envelheceram, Ursinho Maravilhoso parece um cú torto ou um tomate desenhado no Paint! Só por isso nenhum dos seus colegas não o roubará, nem ousará brincar com ele! Não é maravilhoso? Não é MARAVILHOSO?!

Compre já o seu, por apenas...

Mas não é só isso, comprando seu ursinho absolutamente maravilhoso, você ganhará totalmente grátis, sem acréscimo nenhum, uma foto do urso maravilhoso ao lado dos ursinhos carinhosos e do Pooh, para colocar na sua penteadeira!

Não perca mais essa novidade de Jheezzebbelysz... a fábrica que faz tudo pra você!!!

O Ursinho Maravilhoso ainda:

* Não vai matar sua criança asfixiada, há medidas de segurança quanto a isso (ele solta os pêlos com o uso, assim acabará não tendo pêlos suficientes para que sua criança engasgue).
* Ele é vermelho, difícil de ser perdido.
* Vem com cinto de segurança, para não sofrer com impactos de acidentes de trânsito.
* Tem os olhos azuis, para que seu filho aprends a valorizar o que todo o mundo valoriza!
* Tem a textura original de abacate, uma exclusividade Ursinho Maravilhoso.

Por APENAS:

R$99,99


NÃO PERCA!!!

Seja feliz, seja pai, seja um ursinho maravilhoso!!!


***Atenção: Não deixe sua criança por muito tempo perto dos locais por onde esteve o Ursinho Maravilhoso, pois há riscos de alergia e/ou engasgue pelos pêlos deixados.***

Feliz Fantasma Novo


Feliz Fantasma Novo
(:Estrelando Diva)

_ Vocês terão um bebê! Senhor e senhora
Diva: _ Bebê!? Fantasmas têm bebês?! Não é ninguém tipo a Samara, aquela menina horrendo do videotape, é?
_ Diva, você não confia em moi? Você não é uma fantasma, hoje você é a deusa dos palhaços e dos escritores... se você não puder ter filhos com aquele gatão que escolheu por marido
Diva: _ Para, senhor doutor celestial gay, por favor! Poupe-me de ficar feliz no meu lugar!
O marido de Diva entra no recinto: _ E aí, o que ela tem?
Diva indo pra cima dele: _ Da próxima vez em que você meter em mim e me fazer engravidar, eu te mando pro inferno de presente pra bicha da cornucópia!
_ Você está grávida!? Amor... esse é o melhor presente de ano novo que eu poderia ter!
Médico: _ Você não deveria ficar chamando o diabo desses nomes tão esquisitos.
Diva: _ É. Eu estou grávida. Quem inventou que sexo deveria ter esses efeitos colaterais tão inesperados e incômodos?
_ Diva, meu amor, por favor, não fale assim. É nosso filho.
Médico se intrometendo: _ Desculpa querida, mas hello-ôu! Deus, o próprio foi quem teve essa ideias sobre sexo e gravidez e raios cairão em você caso se refira às criações dele dessa maneira pejorativa.
Diva: _ Bicha puxa-saco chata, raios é Zeus quem manda, portanto volte pra escola e hei, vê se encontra alguém com a mesma mentalidade de brincar de massinha que você. Eu vou buscar outro médico, eu quero uma segunda opinião.
Médico: _ Segunda opinião a gente pede quando está doente.
Diva: _ Então. _ e sai.
Médico para o marido dela: _ Senhor, eu nunca vi uma coisa dessas. Como ela pode tratar uma maravilha dessas desse jeito?
_ Pare de dar em cima de mim, eu sou casado, isso é antiético. Mas é verdade, eu nunca vi a Diva desse jeito. Será que ela teve algum problema com isso no passado?
E se põe a imaginar...
“Diva, ainda viva, parindo no meio de um viaduto, bêbados e ratos em volta dela, numa noite chuvosa. O bebê nasce morto, Diva se põe a chorar, então uma mulher vestida de enfermeira vem dando sorvete aos bêbados e rouba-lhe o bebê morto. Depois, por vários dias, Diva vê o fantasma de seu bebê chorar no quarto todo cor-de-rosa que ela fez pra ele. Ela chora e tenta se matar, mas é salva por sua irmã. Então, Diva tenta engravidar de novo, mas seu útero inteiro sai pela vagina e ela se põe a chorar e jura, pegando terra nos punhos e batendo no peito: _ De agora em diante, nunca mais terei outro filho!”
Diva aparecendo: _ Essa é a coisa mais doentia que eu já vi. E olha que eu vivo espiando os pensamentos das pessoas! Que absurdo! Você entra dentro de mim todo dia e não sabe que o tamanho do buraco não é o bastante pra essa bola que você chamou de útero passar!? E, hei, querido, não teve nada disso no meu passado. Além do mais, desde quando eu me comporto como uma mocinha de novela mexicana! Eu acho que nesse sonho _ e se põe sobre uma cadeira, em pose de psicóloga: _ Nesse sonho, você demonstrou seus desejos sexuais secretos. O que significa que eu estou casada e grávida, de uma Maria do Bairro, Marimar ou Maria Mercedes, e eu nem gosto da Thalía!
São João aparece de uma fumaça: _ Senhores, por favor!
Diva: _ Eu pensei que você só existisse na quadrilha.
São João: _ Eu estou aqui a mando de Yemanjá dos Melões da Bahia para controlar a situação. Vocês sabem que ela está grávida, e suas vibrações de “Ah, meu Deus, não quero neném” estão perturbando a paz da barriga dela.
Diva: _ Ah, e eu lá tenho culpa da azia da véia?!
São João: _ Por favor, minha senhora!
Diva: _ Sua não, dele. _ Aponta o marido: _ Escuta, eu estou grávida. Eu imaginei que eu fosse estéril, porque durante toda a minha vida eu não engravidei. Eu estava feliz, até descobrir que seres celestiais tem filhos. Hei, Yeman dos Me da Ba, pra abreviar, ela não quer meu filho também não, hein? Eu vendo!
Marido: _ Diva!!!
Diva: _ Amor, ele só vai servir pra impedir a gente de viver felizes para sempre, e logo agora que eu acredito em happily ever after!? Ah, não, hei, por favor, vamos vender esse pedaço de DNA mal-formado!
Marido: _ Não. Eu quero esse filho. Ele é uma parte de você, uma parte de mim, é perfeito a gente ter ele no ano novo, começar mesmo uma nova fase.
Diva: _ Hei, não sou eu quem decido? Nova fase, sei, nova fase foi quando a gente morreu. Perto disso, ter um bebê é uma nova era da humanidade! Eu quem decido, eu quem estou com esse pedaço de carne aqui dentro, e eu não sou açougue, então eu não quero ficar carregando órgãos que não são meus como se eu trabalhasse vendendo órgãos no mercado negro. Eu vou carregar coração, rins, etc. que não são meus e nem vou receber nada por isso porque não posso vender! _ trovão: _ Desculpa, Pai, mas esse presente eu não quero, se você quiser multiplicar o meu marido, assim terei vários homens gostosos a meu dispor, tudo bem, mas essa aberração aqui dentro, não! _ o trovão dessa vez cai em cima de Diva.
Médico: _ Com licença, há uma técnica capaz de tirá-la dessa psicose neurótica.
Marido de Diva: _ Mesmo? Porque ela já nasceu assim. E continua até hoje, nem a morte a curou, então...
Médico cochicha com ele: _ Fala que vai me engravidar.
_ Homem engravida no céu?
Médico: _ Não, mas ela não sabe.
Diva começa a rir, eufórica.
São João: _ Que foi, agora? Que medo! _
Diva: _ Era tudo brincadeira! _ rindo: _ Eu já sabia que estou grávida, uma mulher sempre sabe. Eu fiz isso tudo só pra ver a reação de vocês. Vocês acham mesmo que eu ia cair nessa de engravidar o médico!? Eu sei que a Carla Perez é bonita e burra, e sei que sou umas mil vezes mais bonita que ela, mas eu não sou burra!
Marido, bravio: _ Amor, como assim? Que história é essa de brincadeira? Você, então, estava fingindo não querer esse filho?
Diva: _ Claro, foi só uma brincadeirinha de fim/início de ano. Me desculpe seu eu fui longe demais, é que tudo foi mais divertido do que eu pensei. E eu preciso fazer essa coisas grandes, demonstrar que eu posso ser insensível, porque eu estou pensando em me candidatar a ser um anjo-juiz.
Todos caem na risada.
Diva: _ Eu seria um ótimo anjo-juiz do Senhor, saibam disso.
Eles não param de rir.
Diva brinca: _ Eu vou ali abortar e já volto. Volto a tempo pro champanhe.
Eles param.
Diva beija Marvin, o marido: _ Feliz ano novo, meu amor! Feliz fantasma novo!
Marvin: _ Ele não é um fantasminha. Ele é um deusinho.
Diva: _ Eu estou preparando uma peça pra pregar nele quando ele nascer, ele vai morrer de susto, vai ser tão engraçado. _ se põe a rir de imaginar.
_ Diva! Seu filho! Manéra!
Diva: _ Ah, tá.
FIM

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Chama Alada - Capítulo 4 - Envolvimentos


4- Envolvimentos.“Acordei pensando em dormir. Eu sei, isso é estranho. Mas eu queria poder dormir, realmente. E só acordar quando minha vida tiver algum sentido. Muitas vezes as pessoas se pegam pensando assim, porque eu não posso também? Ai, ai, se eu não fizer nada, nada vai mudar. As coisas não se mudam sozinhas, a vida é minha. Mas o que eu quero mudar?”
Joanna atende correndo a porta, pensando ser Vinícius, pensando melhor sobre o beijo e descobrindo que a ama.
Joanna: _ Mel?!
Mel: _ Eu vim aqui pra gente dar um passeio... na verdade, pra você receber uma repaginação.
Joanna debochando: _ E ficar igual a você?
Mel brava: _ Eu pensei que tivesse ficado claro que eu não quero nada com o Vini.
Joanna: _ Você não. Mas e ele?
Mel: _ Joanna, eu sou colega de trabalho dele.
Joanna: _ O que só mostra você como uma adversária ainda mais difícil, convivendo com ele sempre. _ “Sempre escolhemos pessoas como rivais na vida. É uma maneira de tentarmos evitar que as pessoas nos passem pra trás. Às vezes temos um bom motivo, às vezes não.”.
Mel: _ Se ele quiser alguma coisa,eu não quero! Eu não sou sua rival!
Joanna: _ Claro que não! _ gritando: _ É só a puta com quem ele trabalha! É só a garota perfeita. Descolada, linda, não ama ele desde que eram crianças... _ quase indo ao choro.
Mel, perturbada: _ Joanna, eu não sei o que você espera de mim.
Joanna: _ Você não viu a maneira como ele te vê. Eu queria que ele não tivesse que conviver com pessoas como você, ou que ele só convivesse com você quando estivesse comigo. Mas isso não é possível, não é?
Mel: _ Pessoas como eu. Eu estou tentando te ajudar. Ele não te percebeu até agora. E eu acho que eu posso ajudar que perceba a pessoa que você é. Mas você me vê como uma inimiga. _ lágrimas rolam pelo rosto dela: _ Eu não devia me sentir mal por isso, mas sempre que eu tento ajudar alguém, eu sou mal interpretada. _ e sai. Joanna percebe que atingiu alguma coisa dentro de Mel, se sente culpada, mas gosta.
A mãe de Vini o pergunta quando ele passa por ela indo pra cozinha: _ Você ouviu uma gritaria aqui na porta?
Vini: _ Não. Deve ser algum vendedor de alguma coisa. Vou pro serviço, mãe! _ beija o rosto dela, passa na cozinha, pega uns biscoitos e sai comendo.
Ele chega ao Popcorn quando os garçons terminavam de arrumar as mesas. Mas ele não vê nem Mel, nem Fabrício. Ele vai pra trás do balcão. Fabrício aparece, vindo da adega com uns vinhos.
Vini: _ cadê a Mel?
Fabrício, colocando os vinhos dependurados na parede: _ Ela disse que iria tirar uma folga hoje. Você ainda vai ter a chance de dizer pra ela que os peitos dela são tão apetecíveis que são irresistíveis.
Vini: _ Isso será bem sutil de se dizer.
Fabrício: _ Ei, você não quer que eu dê uma mãozinha, fale com ela? Sondar ela, talvez?
Vini: _ No momento, eu acho que você tem mais o que fazer, atendendo clientes chegando. Mas, eu estou sozinho hoje? _ Fabrício olha e vê os clientes.
Fabrício: _ Ah, gente velha! Isso é um bar ou um asilo? Por que gente velha viria aqui?
Vini: _ Você não me respondeu. E além do mais, se você fizer o trabalho, vai descobrir o que eles querem.
Fabrício: - Você está ficando atrevido. Espera o Tom chegar e ele te diz o que fazer. _ olha os lábios de Vini, morde os seus e vai atender os clientes.
Vini para si: _ Agora eu estou com medo.
Mel chega em casa, a casa está vazia, porque está todo mundo trabalhando. Ela entra com sua chave e se senta no sofá. Seu celular toca. É Tom.
_ Oi, eu acabei de chegar no Popcorn, você não vai vir hoje?
Mel: _ Não.
_ Está tudo bem?
Mel: _ Está, é só estresse.
Tom: _ Está bem, eu vou mandar a Caroline vir pra te substituir.
Tom sai da despensa e fala com Vini: _ Ela não vai, mesmo vir, mas eu vou mandar minha filha substituir ela.
Vini, por impulso: _ Você tem uma filha? _ “Agora eu pareci um tarado, pronto a atacar a menininha do chefe por uma promoção”.
Tom: _ É. Ela não vem muito aqui, não é? Bom, você vai gostar dela.
Vini para Fabrício, passando por ele: _ Como é a filha do Tom? _ Fabrício passa tão rápido que nem nota, indo para a adega.
Vini: _ Estranho. Mas no caso do Fabrício estranho é o normal.
Uma moça, do outro lado do balcão: _ Pára de falar sozinho e me serve uma Coca.
Vini: _ Vitória?! Você por aqui?
Vitória: _ É, eu sei, eu não vinha aqui desde... _ fica constrangida
Vini: _ A briga.
Vitória: _ Eu vim te ver.
Vini: _ Vou pegar a Coca.
Ele entra pra despensa, pois não tem cocas no refrigerador detrás do balcão, então ele vai no da despensa, mas vai até a adega, curioso. Ele ouve Fabrício.
Fabrício: _ ...mas Mel, dá uma chance pro cara. Ele é legal. ... Ele não me quer, ele quer você. ... O quê? A Joanna te disse isso?! Eu sempre soube que ela... Mel, eu não sei o que vai ser dele se não ficar com você ou comigo, ele é... _ “‘Eu não sei o que vai ser dele’?! eu sou o quê?” _ ... É, você está certa. Eu estou sendo superprotetor. Mas antes de mais nada, ele e eu tivemos algo ontem à noite, eu me sinto responsável. ... É, eu sei que eu não devia. Mas eu gosto muito de você e eu gosto muito dele. Eu acho que vocês dois deviam ficar juntos. ... Tá bom, até mais, então. _ desliga. “Ele contou pra ela!”.
Vini tenta se esconder.
Fabrício o vê: _ Quanto tempo você está aí?
Vini: _ Nenhum. Eu fui buscar uma Coca, aí decidi vir ver porque você sumiu. _ Fabrício fica desconfiado que ele ouviu o telefonema, mas guarda para si.
Vini pega a Coca e leva para Vitória: _ Você demorou.
Vini: _ Tava falando com um amigo. _ Fabrício ficou por perto para investigar e ouviu ela dizer que ele demorou. Ele serve uma mesa.
Chega a hora do almoço.
Vini avisa a Tom que já está indo. Fabrício avisa a Tom logo depois, correndo, e vai atrás de Vini:
_ Eu sei que você me ouviu no telefone.
Vini: _ Está tudo bem vocês tentarem ser donos da minha vida.
Fabrício: _ Desculpa! É que você parece precisar de atenção, você parece precisar de ajuda pra tudo!
Vini: _ É, eu sei disso. Você disse... você... realmente você ficaria comigo?
Fabrício: _ Eu não tenho mais nada pra fazer.
Vini: _ Eu ouvi você falando com a Mel. Pareceu que você a ama.
Fabrício ri: _ Você está com ciúmes e imaginando coisas. Fabrício não se apaixona por ninguém que não faça sexo de maneira alienígenamente boa.
Prosseguem andando e conversando.
Vini: _ Alienígenas, hum. Então, o que a Mel te disse sobre mim?
Fabrício: _ Ela está tentando deixar o caminho livre pra Joanna. Eu percebi isso. Ela está se esforçando pra não perceber que você gosta dela. Mas é só você ir demonstrando aos poucos, e ela vai acabar tendo que aceitar isso.
Vini: _ Obrigado. E até onde exatamente você vai comigo? Sua casa é por esse lado?
Fabrício: _ Até aqui. Tchau! _ e sai correndo pro outro lado.
“É bom ter um amigo. Um amigo que percebe o quanto você é capaz de ser machucado, o quanto você é frágil. A maioria das pessoas é muito quebradiça, mas a maioria finge e esse fingimento é mais real do que se fossem mesmo fortes. Elas abrem uma parede de vidro fosco capaz de fazê-las parecerem muito fortes. Mas todo mundo é mais fraco do que parece. Ter um amigo que percebe isso em você é o máximo!”.
Fabrício vai até a casa de Mel.
Ela atende e se assusta: _ O que você veio fazer aqui?
Fabrício: _ Por que essa agressividade?
Mel: _ Foi uma pergunta retórica, a minha, sabe? Eu sei que você pensa erroneamente que eu só posso ficar ou com você, ou com o Vini, mesmo vocês dois não sendo as duas últimas pessoas da face da Terra. E mesmo que fossem... _ pára, se percebe tagarelando e deixa ele falar: _ Fala alguma coisa. Talvez “tchau”.
Fabrício: _ Não é só porque a Joanna te magoou que você tem que entrar nessa linha defensiva.
Mel: _ Você acha que está falando com quem? O que há com você? você não gosta de mim, até quando a gente namorava você dizia isso. Agora você me quer só porque outro rapaz se interessou por mim.
Fabrício: _ Então você decidiu parar de fingir que não percebe os sentimentos do garoto.
Mel: _ Eu não posso fingir o tempo todo. Mas ele não é meu. Ele é da Joanna.
Fabrício: _ Essa sua mania de ficar protegendo as pessoas, querendo ajudar. Alguma vez você já pensou no que quer?
Mel: _ No momento, eu quero ficar sozinha.
Fabrício: _ Pensando na tragédia que aconteceu na sua casa, que você tentou ajudar mas fez as coisas ficarem piores, ou no que você causou...?
Ela o interrompe: _ Não importa pra você.
Fabrício: _ Eu vim pra gente fazer alguma coisa juntos.
Mel ri, esgar: _ Até parece! Você quer fazer alguma coisa comigo... você quer se assegurar de que seus encantos são maiores do que os do Vini. Quem diria que um simples garoto te deixaria tão inseguro quanto à sua superioridade no emprego... o despachado Fabrício... só fachada.
Fabrício: _ Eu estava pensando... em a gente ir visitar a sua irmã.
Repente, ela fica parada, quase uma estátua, mexida.
Joanna atende a porta correndo, supondo pelo tipo de batida, ser a mão de Vini a bater em sua porta. Sua mãe: _ Quê isso, menina?! Assim você acaba caindo!
Vini: _ O que você disse pra Mel?
Joanna: _ O que? Vini...
Vini: _ O que foi? Mel, que tipo Ed relação você acha que ainda pode ter comigo, depois de tantos anos que eu simplesmente te ignoro?
Joanna: _ Vinícius... _ gira sobre seus pés, com os olhos umedecidos: _ Eu tentei, tentei muito te esquecer. Eu disse a mim mesma que isso que eu sentia era irracional, portanto não devia mais ser real. Eu tentei me apaixonar por alguma outra pessoa. Mas é você que eu amo. Olha eu, de novo, te dizendo as coisas de uma maneira melodramática esperando que isso te toque! Eu sou patética, mesmo!
Vini: _ Não. Não é assim. Pára de agir como se eu tivesse tanta importância. Assim você sempre me sufoca. Mesmo que eu gostasse de você, eu não suportaria ser o que eu sou pra você. Ninguém consegue suportar uma coisa dessas.
Joanna: _ Então... _ animada: _ Você acha que... se eu ficar mais contida... eu tenho alguma chance?
Vini: _ A verdade é que eu não sei, Jo. Essa é a fase mais confusa da minha vida. Eu estou me chocando comigo mesmo. Eu estou descobrindo o que resulta me colocar frente a outras situações. E até agora isso não me levou a nada.
Joanna: _ Eu disse pra Mel tudo que eu penso dela, e meus pensamentos não são da sua conta.
Vini: _ Eu vou pra casa!
Joanna o segura com a voz: _ Você gosta dela?
Vini: _ Se eu gostar, também não é da sua conta. _ sai
Joanna fecha a porta e reflete: _ Ele me chamou de Jo!
“Na verdade, a gente quase nunca sabe o quanto somos importantes para as pessoas. Isso porque nunca demonstramos o quão elas são importantes para nós, porque temos medo de nos mostrarmos frágeis e dependentes, como somos. Vivemos a nossa vida num fingimento de seres auto-suficientes. Uma pessoa que consegue mostrar o quanto alguém é importante pra ela é algo assustador nos dias de hoje. Por que nós, seres humanos, temos tanto medo de dar o valor mais alto merecido aos nossos sentimentos em nossas vidas? Talvez por isso o mundo esteja como está, com as pessoas pressionadas a esconderem o que sentem explodindo por aí e outras que escondem esses sentimentos por trás de ódio e sangue. Por que ser frio e sem coração é considerado mais forte que ter sentimentos e demonstrá-los?”

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O Fantasma da Casa - Espírito de Natal

É natal, breve será ano-novo. Breve será início de ano, depois quadrilha e por aí vai, e embora a fantasma Diva, por ser fantasma, prefira Halloween, não dá pra fazer nada quanto a isso. Era um dos natais de Diva morando com a humana Marih.
Marih acorda: _ É natal, é natal... _ não sabe o resto da música: _ É natal, é natal... _ e prossegue
Diva soca milho cozido na boca dela: _ Feliz natal!
Marih: _ Fantasma que assombra minha casa, a senhora deveria usar algo mais natalino dessa vez! Sempre me cala com milho cozido, que fixação! Não poderia ser panettone?
Diva: _ Senhora é a senhora sua mãe, mas isso é uma coisa óbvia. Mas então, panettone hoje em dia é muito caro, mas se você quiser panettone, eu posso roubar seu cofre e...
Marih: _ Você sabe onde fica meu cofre?
Diva: _ Eu morava aqui. Eu só não sei onde eu coloquei minha escova de dente, ou se eu coloquei calcinha hoje, mas o resto eu sei tudo.
Marih: _ Diva, eu vou trampar, você que é uma cadela louca, toma conta da casa. _ vai saindo
Diva puxa o tapete derrubando Marih.
Marih: _ O natal te deixou com espírito natalino de destruição do mundo, é isso?
Diva: _ Dona Marihinha, por favor, né! Você vai trabalhar em 25 de dezembro! Não, não, nem eu estou assombrando ninguém hoje, só porque é natal.
Marih: _ Não tá assombrando ninguém? Eu não conto, então?
Diva: _ Você é da família. Geralmente eu te deixaria tipo doente da UTI, porque parente é aquela coisa que foi posta nas vidas dos fantasmas pra prenderem eles na Terra. Aliás, vida não, né? Foi posto na morte, parente devia morrer junto com o morto, o que seria impossível pois o morto já morreu, mas não hora da morte, se é que você me entende, eu me entendo, é o que importa. Hei, Marih, eu perdi o fio da meada, então já que eu não sei mais parar de falar, a gente poderia se candidatar e fazer comícios? _ Marih se foi.
Diva vai atrás dela: _ Marih, me faz calar. Usa panettone, adoro panettone! Mentira! Mas eu não ia perder a chance de falar, socorro!
Marih: _ Diva.
Diva: _ Oi?
Marih: _ Cala a boca e vai ver se faz alguma coisa de útil, monte a árvore de natal, lá em casa, faz uns brownies, compra presentes.
Diva some.
Marih: _ Porque ela correu até mim se ela podia simplesmente sumir até mim?
Mais tarde, a moça chega em casa e encontra uma árvore de natal enorme, tão grande que entorta ao encostar no forro da casa e cobre o teto todo também. Uns 20 brownies vem rolando da cozinha.
Marih vai até lá: _ Meu Deus, Diva! Como você gosta do natal! _ chocada
Diva: _ Sabe como é que é, né? Jesus aniversaria hoje, então quem sabe, fazendo uma médiazinha, eu não consigo um bom lugar no céu, com um clone do George Clooney. _ Um trovão se faz ouvir. Diva: _ Ah, esqueci. Clonagem é um tabu, lá no céu. Vai um brownie aí? Apesar de que eu acho que se fazermos a conta, vai dar uns 354 pra cada uma. Bom, não é?
Marih: _ Diva, você não devia... Diva, quando é que você se tornou tão exagerada?
Diva: _ Desde que recusaram meu pedido de pousar pra Playboy.
Marih: _ Diva, você é um fantasma.
Diva se senta chorando comendo: _ Alegaram-me isso. Mas meu ectoplasma está tão no lugar! Como podem fazer uma coisa dessas! Como podem colocar pessoas tão magras e brancas que parecem esqueletos e não podem colocar fantasmas verdadeiras divas, como eu? É um ultraje! _ se levanta e se equilibra sobre a montanha de brownies: _ Mulheres, unam-se contra a ditadura da beleza e da moda! Vamos fazer uma playboy de gordinhas, sapatas e fantasmas! _ Marih coloca a mão na cabeça. A montanha de comida rola e Diva cai.
Marih: _ “Gordinhas, sapatas e fantasmas” é o máximo em termos de excluídos da sociedade pra você, é?
Diva: _ Não, mesmo que você implore, eu não vou colocar a Geisy na minha Playboy!
Marih vai pro seu quarto, ignorando Diva, pois é o melhor a se fazer, pega o secador e vai arrumar o cabelo.
Diva aparece atravessando a parede e no susto Marih deixa o secador voar janela afora. O secador se prende no cortador de grama que o vizinho operava.
Marih: _ Não aparece mais assim! Ou, pelo menos pendura um sino no pescoço. Ou será que eu vou ter que colocar alarmes no meu quarto?
Pedaços do secador voam pra todos os lados e acertam as janelas de várias casas. Um deles espeta no espelho de Marih.
Diva: _ Eu acho que um alarme vai te assustar mais do que eu.
Marih: _ Não seja boba, um alarme não tem cara feia de gente de igreja evangélica conservadora que não corta o cabelo.
Diva: _ Só porque é natal, ignorarei sua falta de cérebro habitual de gente não-morta. Pois se eu for na sua falta de cérebro, daqui a pouca a gente vai estar discutindo a irrelevante questão se um deputado ou um pastor dono de rede de TV é mais corrupto. Agora, um questãozinha simples. Simples pra mim, mas não se quanto a você: você vai sair? Porque você está se arrumando toda... e ... é natal, onde a gente vai?
Marih: _ Eu tenho um encontro
Diva interrompe: _ Papai Noel?
Marih: _ Se ele existisse. Mas
Diva interrompe de novo: _ Então você gosta de gordinhos. Ótimo, porque com sua forma, é só o que você consegue arranjar.
Marih: _ Dá pra para de me interromper?!
Diva: _ Não. Eu gosto de falar. E você nunca tem nada a dizer. Então parece óbvio que só eu posso preencher o ar com ondas sonoras. Então tente manter essa sua boca fechada, inclusive pra se manter em forma, quem Ssabe um dia você não chega aos meus pés.
Batem à porta.
Marih: _ Vou atender.
Diva se prostra na frente: _ Onde vai? Com quem? Por quê? E os brownies? E a linda Diva? Hei! Eu pensei que vocês seres humanos esperassem papai Noel pela chaminé!
Marih: _ Ficar na minha frente não vai adiantar nada. _ e a atravessa: _ Eu tenho um encontro romântico. E só crianças esperam o bom velhinho. _ sai com um rapaz.
Diva se põe a chorar: _ Então meus planos de me vestir de santaclaus e descer a chaminé foram por água abaixo! Que triste! Um espírito brincalhão não pode ter um natal decente! Qual é a próxima desgraça que vai me acontecer? Vou ter que dançar o Moonwalk? O que quer de mim, Pai do céu? Quer saber? Terei meu natal, nem que eu tenha que trepar comigo mesma! Que coisa feia de se dizer, mas ainda mais estranha de se fazer! _ e some rindo euforicamente.
Marih, no encontro: _ Ei, John, me beija! _ ele a vai beijar, quando uma barba branca se põe entre eles: _ Hohoho, feliz natal!
Marih: _ O que é isso!? Agora restaurantes também contratam pa... _ a reconhece: _ Diva!!!
Diva: _ Estou distribuindo presentes e decidi me divertir com vocês.
Marih: _ Diva, como assim?, sai daqui!
Diva: _ Não posso. Papai Noel tem que ser onipresente, ou dar presentes, sei lá, essas coisas são sempre muito confusas.
Marih: _ Sua monstra! O que quer dizer com se divertir com a gente?
Diva: _ Eu estava vendo um ótimo programa juvenil, sobre jovens ricos com muita maquilagem e iluminação pra ficarem mais bonitos do que são, então eles fizeram uma coisa chamada Ménage, que é sexo a três, eu cheguei a pensar nisso, mas depois eu pensei em comprar um Impala, me tornar antiética e caçar meus parceiros fantasmas, mas eu teria que matar um de vocês pra sermos só dois, aí decidi que vocês seriam mais úteis marrons.
Marih: _ Marrons?
Antes que pudesse lhe ser explicado, ela e John ficam pintados de marrom amarrados a um trenó, como renas, com chifres de plástico made in China na cabeça e um nariz de rena.
Marih: _ Made in China? Pirataria não foi proibida?
Diva: _ Hei, rena não fala! Cala a boca! Olha a música que eu baixei por torrent! _ começa a tocar jingle Bells: _ Esse será o melhor natal de todos! _ e sai distribuindo presentes: _ Uhu! Será o natal com as renas mais feias também! Obrigada, Deus, por me dar este ótimo presente de natal! Embora eu ainda pense em pedir, quem sabe no Réveillon, o Rafael Cardoso, ou o José Mayer, quem sabe a Xuxa? Experiências homossexuais estão na moda, não é mesmo! Ela iria amar meu clitóris! Ele é sempre tão aberto, quase como a boca dela pra falar besteira! Mas será que ela usa a boca pra falar no Twitter? Será que papai Noel pode ser processado? Será que calúnia ainda é passível de punição? Será que fantasma pode ser presa, quando nem sequer os políticos o são? É melhor eu calar a boca, ou vou começar a falar da senhora Winehouse ou da Gaga, e elas me assustam, então... Feliz Natal, hohoho!!!!!!!

FIM

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Somos Demais

É verdade! Não é convencimento. Todo mundo gosta da gente. Se fôssemos convencidos, não éramos tão queridos assim. E não é mentira. Não mentimos. E não é outra mentira, como deve estar pensando. Quando sorrimos, o sol se reflete e ilumina todo o quarteirão. Quando andamos, estamos fazendo um desfile de moda pra ajudar os outros a se vestirem melhor. Quando choramos, dá pra ver o mar em nossos olhos. Quando tiramos a roupa, estamos fazendo um super strip-tease. Quando nos tocam, passamos às pessoas anticorpos contra todas as doenças. Quando nosso coração bate, está tocando uma música que acalma todo o mundo. O simples ato de respirarmos purifica o ar do mundo. E ao beijar, se sente um gosto do melhor chocolate em nossa boca. Se ler o que escrevemos, você irá se sentir extremamente feliz. Quando compramos algo, o vendedor sempre quer nos dar mais troco. Entramos na internet e congestiona-se a rede. Se comemos, o chef de cuisine vem pedir nossa opinião e ajuda. Sair é difícil, é chato ficar dando autógrafo. E não se esqueça de que, se for a Paris, a Torre Eiffel está alugadade graça pra nós. E quando for à Grécia, não se esqueça de visitar as estátuas em nossa homenagem.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Todos Poemas

Cada toque da sua mão é um poema
Uma vibração musical que sobe e desce em meu corpo
Olhar você me tocando
É como olhar o mundo rindo

Olhar seu corpo é ver o universo inteiro de uma só vez
Esse seu corpo nu
Esse meu prazer completo
Te agarrar sem receio
Desenhar um zilhão de obras de arte renascentistas
Escrever vários poemas com nossos corpos
Inebriante

Sentir isso
Essa coisa, esse ato de divindade
Sexo com amor

Seu calor
É o mesmo calor das explosões atômicas
Usado para o bem

Sentir isso é como sentir
A paz mundial
Quando estou com você
É impossível acreditar que há algo não-certo em todo o infinito
Que eu devo dizer, é você, pra mim
Pois não há nada mais que me importe

Se importe comigo
Pois eu não me importo
Eu só me importo com você
Agora eu estou flutuando

Eu sou uma luz batendo numa nuvem
Eu sou o gosto de maravilha em minha boca
Eu sou a cor do seu cabelo pregada em minha mente
Eu sou a sabedoria que eu sinto ter
Toda a sabedoria
Sinto saber tudo
Me sinto a maior e melhor coisa do mundo
Pois sinto que não há nada além de nós dois
E somos um

O que eu sinto
Eu só posso escrever na sua pele com meus dedos
Desenhar na sua boca com meus lábios
Cantar nos seus ouvidos com minha língua
Sentir em você, comigo inteiro

Eu te amo!
É o que ouço os pássaros piarem, a terra ao ser pisada, o chiar do vento, todos os chiares do vento
Som é vento
E o vento só me diz que eu te amo
E me diz que você me ama

Agora eu sei
Eu sinto
Não, eu realmente sei
Não sei como, mas sei. E ponto.
Não há como você não sentir o mesmo
E de fato todos os poemas e esse
Não são nada perto o suficiente
Pra se dizer que falam do meu amor.

sábado, 31 de outubro de 2009

Chama Alada - Capítulo 3: Saída Descompromissada









3- Saía Descompromissada.


“Às vezes a gente se surpreende com coisas fora do círculo de coisas que a gente conhece na vida. A gente só consegue imaginar, conceber e realizar fatos que já se chocaram impactantemente com a gente na vida. As outras coisas, nós podemos simplesmente ignorar. Às vezes, somos surpreendidos por choques novos, choques que não podemos controlar.”
Vini atende uma ligação de sua turma.
Vini: _ Oi, Gente, vocês de novo? Vocês saem todo fim-de-semana. Todo fim-de-semana é aniversário de alguém?
Fabrício: _ Aniversário da vida. Mas nesse eu não vou deixar você recusar... não de novo... e provavelmente nunca mais deixarei. Hahaha Agora cala a boca e só escuta. Falar te faz mal. _ “E calar me faz idiota”.
Fabrício prossegue no que deseja que seja um monólogo: _ Haja funerais pra você ficar de luto em casa, hein rapaz! Sai um pouco por conta própria! Hoje vamos sair só eu, você e a Mel, e ela vai te iniciar nos importantes ensinamentos de Budá. Porque ela dá.
Vini ia protestar, mas Fabrício percebe e impede: _ Você vai poder sentir o gosto do Mel. Eu estou arranjando isso pra você.
Vini: _ Fabrício, você acha mesmo que ela não é capaz de perceber uma coisa dessas? Você é tipo transparente pra ela!
Fabrício: _ E eu vou te considerar arco-íris se você insistir em desculpas pra acreditar que eu não consigo fazer você ter uma transa.
Vini se surpreende e fica mudo.
Fabrício: _ Até a noite! _ e desliga.
Vini para si: _ A gente nem marcou data e local!
Mais tarde, Vini, entediado, decide iniciar uma sessão de videogame no seu quarto. Mas no meio da jogatina, sua mãe o pára, gritando.
Vini vai ver o que ela quer. Ela pede que ele pegue o ferro de passar da vizinha emprestada.
“A mãe de Joanna. Eu sempre me meto nessa roubada. Minha mãe não cuida bem de suas coisas e eu tenho que ir pegar coisas na casa da doida. É como ser mandado para um exército de luta contra mortos-vivos sedentos de sangue desarmado.”
Joanna atendendo o vizinho à porta: _ E aí, quer entrar?
Vini: _ Sim.
Joanna: _ Onde você quer que eu tire a roupa?
Vini assustado: _ O quê?
Joanna: _ Você disse que ia entrar em mim.
Vini: _ Na casa. Joanna, você não pensa em outra coisa?
Joanna: _ Claro, eu quero casar com você.
Vini: _ Sua mãe está?
Joanna: _ Por quê? _ com ciúmes da mãe, imaginando coisas.
Vini: _ Minha mãe quer o ferro de passar roupas dela emprestado.
Joanna: _ Vou chamar. _ e o deixa a sós.
Vini para si mesmo, se sentando: _ Ai, que coisa doida, ainda bem que a Joanna nem imagina que eu vou sair hoje. _
Joanna atrás dele: _ Ai, você vai? Eu vou!!! _ “Que foi que eu fiz?!”

Mais tarde, após Vini passar o dia no quarto dele jogando videogame e vendo TV, ele se apronta e vai saindo. Ele estava andando quando encontra Joanna. Ela vem correndo e sem cerimônia o agarra. Ele pega seu celular, se desagarra e liga pra Fabrício.
Vini: _ Oi, Fabrício!
Joanna grita: _ Oi, Fabrício!
Vini: _ Fica quieta.
Fabrício: _ Uai... você está acompanhado?
Vini: _ Minha mãe me mandou passear com os cachorros.
Joanna: _ Não faz assim. Não seja cruel.
Mel, do outro lado: _ É. As pessoas mudam, se você ajudar. _ “Não quando estão no cio”.
Vini: _ Onde eu encontro vocês?
Mel ia falando, mas Fabrício a interrompe: _ No motel.
Vini e Mel: _ Fabrício!
Fabrício: _ Não se pode mais brincar.
Joanna: _ Gostei da ideia.
Vinícius a olha com cara de reprovação. Mais tarde, eles chegam na boate Hansos. Mel e Fabrício estão na porta.
Vinícius: _ Hum, um número igual, dois a dois.
Fabrício: _ Você está contando com a Joanna? Eu estava pensando em despistar ela, talvez depois de embebedá-la.
Mel: _ Fabrício, eles podem pensar que você está brincando, mas eu sei que você já fez isso, e é uma coisa muito cruel. _ “Meus amigos estão todos aqui. Meus únicos amigos. Eles estão disputando minha atenção. Eles não sabem qual é a minha, então estão tentando me influenciar a ir na deles. Eles querem saber de quem vou ser o melhor amigo. Ele não se importam se eu tenho opinião própria. Talvez me embebedem pra me descobrir. É comum influenciarmos as pessoas pra gostarem do que a gente gosta. Mas é comum eu não demonstrar resistência?”
Entram na boate.
Fabrício: _ Você vai adorar!
Entram e Vini se assusta com o barulho e o ambiente. Joanna pula nele e o beija. Vini se afasta dela e se perde empurrado pro meio do povo.
Mel para Joanna: _ Joanna. Não é assim que se faz.
Joanna: _ O que é? Agora ele vai achar que eu sou fácil?
Fabrício: _ Se ele fosse só achar... _ e sai puxando Mel pelo braço para dançarem. Joanna sai procurando Vini.
Vini, no meio do povo, é jogado pra lá e pra cá, quase caindo.
Mel: _ A gente não devia procurar o Vini?
Fabrício: _ Deixa ele se virar. Sentir sua falta. Aí você imita a Joanna depois.
Mel: _ Fabrício, eu não estou interessado nele.
Fabrício a puxa para mais perto de si: _ Então quem você quer?
Mel: _ Eu não quero você, também. Eu estou bem. Eu só quero me divertir. E eu acho que é o que ele quer também. Mas e você, o que quer?
Vini chega em um sofá num canto e se joga, pra depois ver que duas mulheres estão se beijando. Ele fica ali, pois não sabe o que fazer. Vini: _ Como é que eu vou encontrar o pessoal?
Pega o celular como ideia e tenta ligar, mas nem os bipes de chamada ele ouve. Vini se levanta pra procurar ver o pessoal, mas nisso ele esbarra com um punk e a bebida desta se derrama sobre sua camisa. Vini, sujo, vê uma porta que ele imagina ser o banheiro e vai até lá.
Joanna procura Vini por todo lado. Ela vê Mel e Fabrício.
Fabrício: _ Mel, eu não sei, também. Por enquanto, meu único plano era juntar vocês dois. _ e saindo de perto dela: _ E ainda é.
Joanna chega em Mel.
Joanna: _ Me ajuda a procurar o Vinícius?
Mel: _ Tá.
E vão.
Mel para e a segura: _ Jô, vem comigo. _ e a sai puxando. Elas são carimbadas e saem da boate.
Joanna: _ Que foi?! _ surpresa e amedrontada.
Mel: _ A gente precisa conversar. Antes de mais nada, você é virgem?
Joanna: _ Não eu... tá bom, eu sou.
Mel: _ E você é mesmo apaixonada pelo Vinícius?
Joanna: _ É.
Mel: _ E o que você pensa? Que vai impor seu amor a ele? Que ele te ama mas não sabe? O quê?
Joanna: _ Mel... eu preciso apoiar minhas esperanças em alguma coisa. No momento elas estão no ar...
Mel a interrompe: _ Escuta, não é facilitando as coisas pra ele ao máximo que você vai conseguir sair dessa. Ele pode não saber que o que você sente é serio. _ ia saindo e entrando de volta à boate.
Joanna a pára com uma pergunta: _ E o que você vai fazer? Conta pra ele?
Mel: _ Eu vou sondar ele pra você.
“Enquanto isso, eu, desavisado das conspirações amorosas alheias constantes a meu respeito, tento assimilar minha tentativa de ser o que eu acho que devo ser. Mas agora eu penso: porque não simplesmente perguntaram a mim? Porque as pessoas tem manias de querer faze as coias e saberem das coisas de maneiras diferenciadas, mais astutas, pra vencerem na concorrência de todos os seres humanos contra todos os seres humanos. Se me perguntassem quem eu queria, na época eu não saberia responder. Se fosse obrigado, eu escolheria a Mel.”
Fabrício entra no banheiro e se depara com Vinícius.
Fabrício: _ Cara! Eu imaginei que você fosse vir parar aqui.
Vini: _ C-Como?
Fabrício: _ Banheiro. Território seguro dos homens.
Vini: _ Eu não devia ter vindo parar aqui com vocês. Eu devia começar com coisas mais leves.
Fabrício: _ Começar como? Começar o quê?
Vini: _ Sei lá, a vida.
Fabrício: _ Aquela que começou quando saiu da barriga da sua mãe? Ou aquela que começa com coisas como essa? _ o agarra e o dá um beijão na boca.
Mel e Joanna procuram Vini e Fabrício na boate. Mel: _ Joanna, quando a gente encontrar eles, pede desculpas pelo beijo.
Joanna: _ Por favor, não tira ele de mim.
Mel: _ Tranqüila. _ humorada;
Vini e Fabrício se soltam.
Vini fica mudo.
Fabrício: _ E aí?
Vini: _ Por quê?
Fabrício: _ Porque a gente queria.
Vini: _ O que você acha? De mim, quero dizer.
Fabrício: _ O que você acha? Você não vai brigar comigo?
Vini: _ Tanto faz pra mim. Você, a Joanna, a Mel.... eu só não quero ficar com ninguém por agora. Você... só... me... beijou... por... pra me testar?
Fabrício: _ Eu já disse. A gente queria. Eu também queria. Não é como se eu fosse te dar um perfume do boticário numa caixa cor-de-rosa com um bilhete de 224 palavras no dia dos namorados. Arruma o cabelo. Depois sai e me encontra no sofá pra gente procurar as meninas. _ e sai.
Vini: _ Eu não me conheço. Como eu não imaginei que eu queria isso, mas no fundo eu sabia que eu queria? _ põe as mãos nos lábios: _ Ninguém entra nesse banheiro? O povo bebe tanta cerveja e nunca...!
Vini encontra Mel, Joanna e Fabrício perto do sofá. Fabrício e Vini se olham. O olhar de quem esconde um segredo.
Joanna: _ Me desculpa, Vini, pelo beijo! Foi um ímpeto. _ ele se desculpa.
“Joanna se desculpando!? Que lugar é esse? Essa boate tem algo de mágico, pra ser onde pessoas se interessam por mim e Joanna pede desculpas por me beijar. Nesse momento eu não conseguia pensar direito. Eu não sabia se era normal eu não querer ninguém. Se é normal querer estar solteiro. Querer estar solteiro e não pegar ninguém. Mas eu queria beijar o Fabrício. Quantos outros desejos meus eu tenho e não sei? Quais? Eu não gostei do beijo da Joanna, mas provavelmente gostaria de um da Mel. Quem sabe não seja dela meu próximo, o 4º beijo da minha vida? Eu não sei que surpresas me esperam. Eu não sei que surpresas eu guardo pra mim.”

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Consicência de Exemplo e Nossa Consciência de Exemplo

"Nascemos todos macacos de imitação". Isso foi, am algum lugar, escrito, e eu li. E é uma frase que faz pensar. Pensar sobre andar comas pórpias pernas, e pensar sobre o que vem antes disso. Me leva a pensar sobre a influência que temos na vida de todos ao nosso redor. E na sociedade como um todo?

Nós nascemos, e desde que nascemos, tudo que fazemos é imitar. É imitando que aprendemos a falr. Imitando (provavelmente nossos pais e a babá), aprendemos a andar, a comer, a fazer de tudo. Então dizemos que eles são os nossos exemplos. Então, se tudo na nossa vida é ou auto-descoberta ou exemplos, então exemplo é 50%, o que significa que é uma coisa muito importante.

A prova disso é uma coisa chamada Cultura. Todo um país pensa igual. Uma cidade ainda mais igual. Uma, bairro, uma rua... quanto mais das idéias de alguém ouvimos, mais parecidos a essa pessoa estamos. Num grupo de amigos, impera o gosto parecido. Se entramos num novo grupo de amigos, gradualmente nosso gosto vai mudar suavemente. Ainda seremos nós, mas agregaremos coisas.

Por isso eu vou dizer uma coisa afiada e pontuda (sinônimos, verdade, mas pelo menos eu não dei duplo sentido e disse ser cilíndrica)! O mundo globalizado é egoísta, ou pelo menos tem sido. E tem sido burro também. Nós não nos importamos de atos que pensamos ser pequenos, como jogar lixo na rua, beber, fumar, trair... não pensamos nas crianças que podem estar vendo. Não pensamos na cultura que estamos cirando. Só pensamos em nós mesmos. Não temos consciência da importância do exemplo. Não tomamos consciência do exemplo que estamos dando. Nó só nos importamos conosco mesmos. Esquecemos que o mundo é globalizado e vivemos em sociedade. Criamos uma cultura de adultério, drogas, vandalismo e pequenos delitos, que depois com toda a certeza vai se voltar contra nós mesmos. Uma sociedade que vai atingir, além de nós, todas as pessoas que nós amamos.

Somos egoístas ao nos destruirmos sem pensar nas pessoas que vão ficar sofrendo por nós, que se importam conosco. Sem nos importarmos de darmos o exemplo da fraqueza. Fraquejar é fazer um elo mais fraco na humanidade. Todos somos um, toda a humanidade. Não é porque somos criados pra sermos egoístas que precisamos ser. Somos livres. Podemos fazer o que quisermos. Nós só não o fazemos por falta de crença.

Mas nós, os macacos de imitação, aparentemente, vamos continuar comendo bananas iguais a todo o resto, subindo em árvores iguais a todo o resto, destruindo tudo ao nosso redor iguais a todo o resto. Por isso eu acho que já é hora da raça humana acabar, parar de procriar e sumir. Quem sabe os macacos não se saiam melhor?

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Top 20 Os Melhores do Mega Drive

Top 20 - The Best Sega Mega Drive/Genesis Games
Um ranking PESSOAL dos 20 melhores games do Sega Genesis. Menções Honrosas:
*Virtua Racing: o game de Genesis com chip especial;
*Elemental Master: um dos melhores shooters do Mega;
*Thunder Force 4: o outro melhor shooter do MD;
*Super Street Fighter 2 The New Challengers: apenas incrível;
*YuYu Hakusho Makyo Toitsusen (Sunset Fighters): luta em 2 planos e 4 players e o melhor game do Mega baseado em anime;
*Streets of Rage: príncípio de uma coisa incrível;
*Mercs: o melhor game de guerra do meguinha;
*International Superstar Soccer Deluxe: o melhor futebol dos 16-bits;
*Earthworm Jim: muito divertido;
*Earthworm Jim 2: ainda melhor do que o já incrível primeiro;
*The Immortal: muito maduro e um dos melhores isométricos;
*Sonic the Hedgehog 2: Sonic 2 é um clássico;
*Sonic the Hedgehog: o jogo que principiou tudo;
*Vectorman 2: um game melhorado do primeiro;
*Shining Force 2: o melhor game de estratégia do Mega;
*Eternal Champions: o game mais violento do Mega;
*Samurai Shodown: a melhor conversão dos arcades;
*Tempo: o melhor game do Sega 32X;
*Super Monaco GP 2: o melhor F1 dos 16-bits;
*Uncharted Waters 2 New Horizons: o melhor jogo de simulação;
*Landstalkers: um dos melhores com visão isométrica.

E ei-los:
20-Flashback The Quest for Identity
19-Generations Lost
18-Skitchin
17-Vectorman
16-California Games
15-Golden Axe
14-Toejam e Earl
13-Aladdin
12-Street Fighter 2 Special Championship Edition
11-Streets of Rage 2
10-Beyond Oasis
9-Shinobi 3 Return of the Ninja Master
8-Comix Zone
7-Ristar The Shooting Star
6-Castlevania Bloodlines
5-Gunstar Heroes
4-Road Rash 2
3-Ultimate Mortal Kombat 3 The Ultimate Fighting Game
2-Phantasy Star 4 The End of the Millenium
1-Sonic 3 and Knuckles
Outros:
*Donald Duck in Quackshot;
*Gargoyles;
*The Jungle Book;
*Lotus 2 RECS;
*Mega Turrican;
*Mickeymania;
*Mickey and Donald starring World of Illusion;
*Misadventures of Flink;
*Captain Havoc;
*Mutant League Hockey;
*Mutant League Football;
*Road Rash;
*Road Rash 3;
*Pitfall The Mayan Adventure;
*Pulseman; *Ranger X;
*Sparkster; *Rocket Knight Adventures;
*Crusader of Centy (Ragnacenty/Soleil);
*Spiderman The Animated Series;
*Splatterhouse 3;
*Sunset Riders;
*Super Volleyball;
*Street Racer;
*Teenage Mutant Ninja Turtles The Return of the Shredder The Hyper Stone Heist;
*Toejam e Earl Panic on Funkotron;
*Virtua Fighter 2;
*Zero The Kamikaze Squirrel;
*Greendog The Beached Surfer.



**Obs.: Não é um top 20 de exclusivos. É um top 20 geral, completo.** PASJ

.............. --- *** ###... Retirado do meu canal no YouTube ... *** ### --- ............


video

...Matéria sobre a história do Mega Drive.

Sobre Livros

Eu preciso falar sobre livros, já que, provavelmente, no futuro, eu escreverei um.

Vou falar de alguns livros predeterminados.

Livros brasileiros: Ainda não achei nada que valesse muito a pena nesse mercado. Lúcia Machado de Almeida escreveu livros infanto-juvenis bem interessantes. Spharion e O Escaravelho do Diabo sãoos dois que eu já li, mas são juvenis, não é pra ser muito complexo ou interessante mesmo. Apesar de Spharion ter sido muito interessante, duvido que isso se mantivesse hoje. Houve também A Maldição do Tesouro do Faraó, de um tal Sérsi Bardari, que me parece que só lançou esse livro em toda sua vida. Eu me lembro de ser um livro infanto-juvenil muito bom, mas não me lembro dele muito bem. Além disso, tem tambem os livros do Monteiro Lobato do Sítio do Pica-Pau Amarelo, que são muito bons. Marcos Rey também me despertou algm interesse já.

Saga Luz e Escuridão: Muita gente se pergunta pra quê ler quando se pode ver um filme. Oras, quando o filme não é o bastante. E eu gostei tanto do filme Crepúsculo que li não só o primeiro livro, como também Lua Nova, Eclipse e Amanhecer, a série toda, de uma só vez. E lerei O Sol da Meia Noite se for lançado. Literatura romântico-sobrenatual estupenda. Só não agüentei ler o próximo livro de Stephenie Meyer, A Hospedeira.

Dan Brown: Indo contra todas as críticas, os melhores livros que eu já li são os dele. Quer dizer, Fortaleza Digital e Ponto de Impacto são muito fraquinhos, talvez ele só dê conta de se fazer espetacular quando escreve Robert Langdon. Mas com Anjos e Demônios e O Códio DaVinci, principalmente este último, ele me conquistou... e estou no agurado pro O Símbolo Perdido. Eu também achei os filmes legalzinhos.

As Crônicas de Nárnia: Ai, eu acho que só gosto de livros que tem filmes baseados neles... hahaha. Mas eu adorei os livros, todos eles. O Sobrinho do Mago, O Leão; A Feiticeira e o Guarda Roupas; O Cavalo e Seu Menino; Príncipe Caspian; A Viagem do Peregrino da Alvorada; Cadeira de Prata e A Última Batalha. Cada um deles é um clássico!

O Menino do Dedo Verde: Um clássico. TODO MUNDO PRECISA LER!!!!! Urgentemente! Páre de ler esse post e vá ler esse livro de Maurice Druon, depois você volta e comenta o que achou, vai!

Agatha Christie: A Dama Negra da Literatura é uma das minhas autoras favoritas e eu simplesmente adorei Morte no Nilo!

Sortilégio: Um livro de romance desconhecidíssimo, mas que é pra mim, na minha opinião, o melhor livro que eu já li. O livro que eu mais gostei. A autora se chama MAura Seger e o livro é simplesmente demais!

Sidney Sheldon: Ele é outro autor que é sempre perfeito. Todos os livros dele são ótimos, maravilhoso, até hoje não li um livro dele que não me fizesse vibrar de emoção a cada parágrafo.

Oscar Wilde: O livro que eu jpa li dele foi O Retrato de Dorian Gray, que é muito interesstante. Conta uma história interessante e ainda usa de pano pra discutir uma porção de outras coisas. Recomendo.

Poe: Egar Alan Poe é O Escritor de Terror. Ele escreve muito bem!

Clássicos que não consegui ler e não me interesso:
J.R.R. Tolkien: Amei o filme do Senhor dos Anéis, mas achei o livro muito chatinho.
J.K. Rowlings: Não gosto do Harry Potter.
Dostoievski: Até isso eu já tentei ler. Muito chato e difícil de entender.
O Nome da Rosa: O sempre citado clássico de Umberto Eco, pra mim, é uma chatisse e eu não consegui agüentar uma página daquilo.

Livros que ainda pretendo ler:
Morto até o Anoitecer (True Blood) de Charlaine Harris;
algum dos livros do James Rollins;
O Mundo Perdido de Conan Doyle (se eu conseguir achar um dia).

Tem alguns casos peculiares de leitura, como a trilogia Hamson de CS Lewis, que eu li o primeiro e é muito interessante e inteligente, mas à época não se conhecia o universo, portante ele se baseia no que se imaginava sobre os outros planetas. É muito legal, mas é estranho de ler. 20 Mil Léguas Submarinas é um livro muito interessante pelas previsões acertadas de Julio Verne, mas é muito chato, não acontece nada no livro inteiro. Dracula de Bram Stocker é outro livro que é interessante, mas com um estilo de leitura próprio que cansa às vezes. Shakespeare é outro autor que eu entndo pouco, e sinceramente não entendo todo o alarde em cima dele. Paulo Coelho tem uma leitura bem interessante, mas me parece que os livros dele são muito parecidos, e além disso é tudo muito místico.

Agora eu me pergunto: será que vale a pena ler As Crônicas de Spiderwick, Desventuras em Série, Hannibal, Os Sete Signos de Luz, Jurassic Park, A Bússola de Ouro, Brokeback Mountain, O Exorcista, O Diário da Princesa, O Diário de Bridget Jones, etc, etc, quando todos já viraram filmes? Por que o cinema tem essa mania de estragar a graça dos leitores fazendo filmes dos livros?

Chama Alada - Capítulo 2: Guitarra


2- Guitarra

“Às vezes nós deixamos nossos sonhos sobrepujarem a nós mesmos, e tudo certo, eles também fazem parte de nós. Mas deixar que eles nos façam deixar coisas importantes em prol deles é decisão nossa. E é uma decisão errônea.”

Vinícius acorda e, indo ao banheiro, derruba o celular, que estava a seu lado na cama, no chão.
Vini: _ Você... é um celular muito, muito malvado.
A mãe vem chamá-lo no quarto.
_ Filho, você poderia me emprestar uns 20 reais?
Vini saindo do banheiro após a higiene: _ Mamãe, eu mal comecei a trabalhar.
_ Mas filho, são 50 reais por dia.
Vini: _ E três vezes por semana. E o meu primeiro... salário... você já quer gastar?
_ Não, meu filho... _ ia falar algo, mas deixa pra lá e sai.
Vini, pensando na frase que disse, nem percebe que ela deixou de dizer algo.

“Dona Suzana é uma pessoa interessante. A melhor mãe do mundo, uma coisa clichê. Ela lava, passa,trabalha fora de doméstica de casa chique e faz isso tudo muito bem. Mas ela também, às vezes, pode ser desmazelada, deixando passar coisas importantes por pura distração.”

Vinícius termina de se vestir e vai até a cozinha fazer seu desjejum.
O pai chegando nele: _ Filho, você já andou vendo as guitarras?
Vini: _ Não. Vou hoje.
_ Como foi o serviço ontem?
Vini, lembrando da briga: _ Interessante.
_ Interessante?
Vini: _ Foi normal, pai, só normal. _ “Há muitas definições de normal”.

“O meu pai, Damien, é um cara legal. Cara, no sentido jovial da palavra. Alguém com quem eu posso conversar. Alguém que pode mudar de idéia e não ter autoridade pra ser um pai exemplar. Mas eu sou o tipo de filho que dá essa autoridade a um pai desmerecedor.”

Damien gritando quando a campainha toca: _ Atende!
Vini atende e uma moça vai entrando.

“A apresentação de personagens estava demorando a acabar. Mas aqui ela termina, com Joanna, que vocês vão poder ver como é.”

Vini: _ Joanna.
Joanna: _ O que é? Esperava que eu batesse na porta?
Vini: _ Você tocou a campainha.
Joanna: _ Mesmo? _ ela havia esquecido, mas até ela se surpreendeu de ter feito isso _ Isso deve significar que seu pai está em casa e eu vi e sei que não dá pra fazer sexo.
Vini: _ Joanna, pára, eles vão acabar acreditando nessa sua loucura.
Joanna: _ Uma vizinha tentadoramente sexy pode sonhar, não pode?
Vini: _ Alguma coisa especial te traz aqui?
Joanna: _ As pernas. Muito especiais. _ levanta a saia.
Vini: _ Você não tem mais o que fazer? Existem outros vizinhos.
Damien chegando na sala: _ Fode ela logo.
Vini: _ Pai!
Joanna: _ Eu tenho minhas suspeitas de que você seja gay. _ para Vini
Vini: _ Não.
Joanna já mudando de assunto: _ Mas, então, Vini, será que você hoje podia me levar no seu trabalho pra gente curtir? Você nunca sai.
Vini surpreso: _ Joanna! É meu emprego. Tra-ba-lho. Eu simplesmente não posso...
Damien: _ Ele te leva, mas você se comporta. _ e para o filho, sem deixar que ela ouça: _ Use camisinha. _ “Será que alguns pais não percebem que às vezes tentar ser moderno faz deles assustadores?”
Joanna: _ Te pego à noite, talvez em mais de um sentido. _ ele ia falar algo, mas ela sai sem deixar Vini responder.
Vinícius vai para seu quarto, troca de roupa e sai.

“Joanna nunca teve nada comigo, devo informar.”

Chegando na loja de instrumentos musicais, Vini encontra uma linda guitarra vermelha.
Vendedor: _ Oi, meu nome é Márcio, você estaria interessado em algum instrumento?
Vini: _ Todos, pra falar a verdade. A guitarra vermelha principalmente.
Vendedor: _ Toca ela. Pra você ver como ela é.
Vini pegou cuidadosamente a guitarra e a tocou. O som suave porém intenso preencheu o ambiente.
Vini: _ Demais. Quanto custa?
_ 200 reais à vista, e não dividimos.
Vini embasbacado: _Uau, eu... preciso pensar. Aliás, eu preciso ir. Mas eu volto. _ sai deixando o vendedor Márcio com a mesma cara que ele ficou quando ouviu o preço do instrumento.

“Eu amo tocar guitarra. Meu sonho é formar uma banda mas no instante seria uma banda de um homem só. O preço alto de um sonho distante. Mas talvez eu pudesse... afinal... ta certo, eu tenho que ajudar meus pais. Mas eles precisam mesmo? Eles sempre sustentaram a família sem mim, e o dinheiro era meu, do meu trabalho. É um pensamento egoísta. Mas nada de ruin iria acontecer, afinal seriam só alguns salários, depois eu os ajudaria.”

À noite, Joanna fica colada a Vini no ônibus, ambos de pé no ônibus lotado. Ela o abraça.
Vini: _ Não ta tão lotado assim, Jô.
Jô: _ Me chama de Jô e eu te chamo de Vi, que lindo! Mas, sério, eu tenho medo de lotação.
“Medo de agarrar o vizinho em público ela não tem.”
Vini chega e tenta se livrar dela indo até Fabrício: _ E aí, Fabrício, tudo certo?
Fabrício andando levanto copos vazios até o balcão: _ Cuidado ou serão dois dias em que você me fez derrubar coisas.
Vini o segue resignado: _ Posso te ajudar.
Fabrício: _ Você quer trocar o meu emprego pelo seu?
“Não. Atender mesas. Jamais!”
Joanna se botando entre os dois: _ Me apresenta o seu amigo e/ou parceiro sexual, Vi!!!
Vini: _ Desde que ela passou a comer os remédios da avó, ela é essa coisa. _ explicando a Fabrício.
Fabrício: _ Ta, só faz o seu serviço. Vai lá. Mas deixa o seu _ olha bem ela, silencioso, ela não pára um instante: _ Bicho de estimação porta afora.
Vini: _ Fica aqui, divirta-se Joanna.
Ele entra.
Joanna para Fabrício: _ Você e ele já se conheciam?
Fabrício: _ Não. E você e ele?
Joanna: _ Claro, ele é meu vizinho.
Fabrício: _ O mal de se viver nas cidades, vizinhos. Então, você é vizinha dele há tempos?
Joanna: _ Pare de ser cítrico!
Fabrício: _ Eu não sou cítrico, alcoolizado talvez. Deseja alguma coisa, senhorita?
Ela se senta numa mesa por perto: _ Pede ao Vini um chop.
Ele sai.
Fabrício para Vini, já trabalhando: _ Ela é um saco.
Vini: _ Você não viu nada.
Mel a olha, olha os dois: _ Vocês dois, comportem-se!
Vini entrega a ele o chop dela.
Vini para Mel: _ O Fabrício te olha de um jeito...
Mel: _ Ele e eu já... tivemos algo.
Vini: _ Ah, que bom que isso acontece por aqui! _ se arrepende. _ Não que vá acontecer comigo. Mas...
Mel percebe o nervosismo dele: _ Você precisa de autoconfiança. E eu acho que sei quem tem isso de sobra pra você. _ olha Joanna.
Vini: _ Ela é doida.
Mel: _ Exatamente.
Vini: _ O que você está dizendo? Que só uma doida ia me querer?
Mel: _ você que interpretou isso. Uma doida para te fazer enlouquecer um pouquinho... e ficar normal.
Vini atende alguém.
Mais tarde, Joanna estava bêbada.
Vini: _ Fabrício, fica no meu lugar também, me cobre, por favor!
Fabrício a olha e entende: _ Vai lá. _ e Vini vai levar Joanna pra casa.
Ônibus ( vazio dessa vez). Ela dorme recostada nele. Ele se senta no banco de trás.
Um estranho rapaz de cabelos longos loiros chega nele. _ Oi!
Vini: _ Oi!
_ É... eu vi você tocando no Rufus hoje.
Vini: _ Rufus?
_ É, tocando guitarra.
Vini: _ Ah.
_ Você toca bem. Eu fiquei meio impressionado. Eu gostaria que você tocasse com minha turma na garagem da minha casa. A gente precisa de alguém como você. É só uma vez... prometo.
Vini: _ Mas... eu não sei se eu estou à altura. Eu nunca toquei com ninguém.
_ E você nem me conhece. Mas a gente pode tentar. Aparece por lá. Eu vou anotar o endereço. _ tira um pedaço de papel de um caderno dentro de uma mochila e uma caneta e anota. _ Aparece lá amanhã à tarde. Eu tenho um dever de biologia e depois a gente vai tocar.
Vini: _ Eu vou ver se apareço. Ainda bem que não é matemática.
_ É. Você ainda estuda? Quer dizer, quantos anos...?
Vini: _ Eu tenho 18, acabei de acabar.
Ele se senta ao lado de Vini e conversam a viagem inteira sobre matérias de escola. Vini fica sabendo que o nome dele é Aleph.
Chegando em casa, Vini ouve uma conversa entre sua mãe e seu pai, endividados.

“Eu nem percebi isso. Como pude ser tão insensível! Tentando realizar meu sonho, eu bloqueei até os pedidos de socorro em olhares e comportamentos de meus pais. Eu bloqueei qualquer coisa, mesmo que eu não quisesse, que me impedisse de comprar a guitarra. Não devia ser assim. Eu não queria ficar cego pelo meu sonho. Ficar cego de egoísmo desmedido. Egoísmo escondido por trás de camadas de “sonhar é certo”. Mas isso não vai se repetir”.