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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Doido

Você me deixa
Doido
Pega minhas mãos e queima
Na brasa doce do seu corpo

Teu olhar produz em mim
Toda sorte de fraquezas e tonturas
E visão de diamantes feitos de luz

Você me faz viver em um mundo aparte
Se isso não é loucura
Amar é sanidade?

Eu ví meu corpo se entortar
Entocando-se nas frestas e curvaturas do seu
E senti como se deixar de viver fosse impossível

Você entrou em mim. Saiu de mim. Me cobriu.
E eu e você nos tornamos um só
E esse um é perfeito

Se isso não é loucura
É realidade
E se o de antes não era isso
Nada antes era realidade

Trouxe a realidade
Luz chamuscante mordiscando munha língua
Sonhos condensados enxertando minhas narinas
Senilidade me dando vida

Me sentir louco é me sentir seu
Seu objeto sem objeção

Doido em dar loucura a você.
Doido por ver loucura nisso
Doido porque tive coragem de viver antes, sem você
Mas doido não sou mais.

Acordei
Eu sei...
Agora me curei
Agora eu sei, me curei, acordei
Amor não é loucura
Te ter é a única realidade
Antes eu era doido, com razão de ser
E agora eu amo o que antes considerava ser
Doido.

Eu sou seu doido.
Só seu
Porquê é só perto de você que a razão escoa pelo riacho binário
do amor
Perto de você sou vivo, sou eu
Sou doido!!!

MCS

Um comentário:

  1. Nossa, que maluquice, tudo isso!! Rsrsrs...
    Mas, convenhamos, quais são as melhores pessoas do mundo, senão as que tem uma leve pancadinha nas idéias?? Rsrsr. O pensamento previsível é muito monótono...

    "Se isso não é loucura
    Amar é sanidade?"

    Respondendo: Não. O amor não é sanidade.
    Digamos que se trate da mais deliciosa de todas as loucuras... rsrs.

    Abraço, PJ!

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