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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Força do Amar

Uma voz ecoa ao longe
Sussurrando frases de derrota
E embora esteja longe
Apenas parece
Pois está aqui dentro
Eu apenas tentei não admitir

O tempo não pode ser apagado
E agora isso eu entendo
Nada por engano será desfeito
Nosso amor ficará marcado

Nosso sonho proliferou
A gente acordou
Um de nós morreu
Mas nada se perdeu

Num trágico acidente
Somos obrigados a fingir que fomos separados
Pois se criaram versos de morte
Maligna ironia fúnebre gargalhante

Confesso que duvidei
Mas agora te sinto ainda

Antes, por um instante
Estive pairante no ar
Logo ao receber a notícia
Mas o pesadelo do desespero trouxe exaspero
E eu te ví fundo em meu olhar

E então sorrí
E tive a impressão de que nós dois sorrimos
E agora vagamos juntos
Apenas esperando, só esperando
O espetáculo teatral terminar

E eu notei que estivemos juntos
Como estamos
E eu sorrí ao lembrar
De todas as atenções que nos demos

Eu sei do fator carnal
Eu sei do sonho ser irreal
Eu sei que nada sei

E agora escrevendo
Estou olhando em seus olhos
Seus ofuscantes olhos
Vendo que tudo de ruin
Não passa de miragem

E que em meu peito o que arde
Não é dor
É a chama sempre inaugurante
Toda fulgurante
E bem elegante
Nada errante
A glamurosa e galante amante
Força
do Amor.

2 comentários:

  1. Hehehe.
    Nossa, quanto "ante"...

    Muito legal a sacada socrática...

    Soh cuidado com a concordância.

    Abraço.

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